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“Servidores estão com medo; este é um Governo que ameaça”

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Servidores públicos do Estado deram início, na manhã desta terça-feira (24), a uma paralisação de 48 horas, em protesto contra o não-pagamento da Revisão Geral Anual (RGA).

De acordo com o presidente do Sinpaig (Sindicato dos Profissionais da Área Instrumental do Governo), Edmundo César, cerca de três mil servidores participam da manifestação no Centro Político Administrativo.

Ainda conforme o sindicalista, 25 dos 32 sindicatos que compõem o Fórum Sindical aderiram ao manifesto, que se estenderá até a próxima quarta-feira (25).

Durante o ato, o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Saúde (Sisma-MT), Oscarlino Alves, chegou a afirmar que a adesão ao movimento só não é maior, em razão de ameaças feitas, segundo ele, pelo governador Pedro Taques (PSDB).

“O trabalhador está em um momento delicado com esse Governo, pois esse é um Governo que ameaça. É um Governo que fala que vai entrar na Justiça para tornar nossa greve ilegal, antecipando sentença”, disse. (veja mais detalhes abaixo)

Segundo membros do Fórum Sindical, manifestações também estão sendo realizadas nos municípios de Rondonópolis, Sinop, Cáceres e Barra do Garças.

“Falar que não tem dinheiro é mentira”

Conforme a legislação estadual, em maio o Governo deveria dar a reposição referente à inflação do ano anterior. Portanto, os salários precisariam ser acrescidos do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de janeiro a dezembro de 2015, que foi de 11,27%.

O Governo, no entanto, afirma que, neste momento, não dispõe de recurso para quitar a RGA, sob pena de atrasos na folha salarial do funcionalismo público, caso optasse por quitar a revisão.

Algumas categorias, como os profissionais da Educação, policiais, agentes prisionais, peritos, Detran, entre outras, já anunciaram greve a partir do próximo dia 31.

“O governador é um cara inteligente, mas parece que está desejando essa greve mais do que as categorias. Falar que não tem dinheiro é mentira”, disse o presidente do Sinpaig.

“A receita do Estado só cresceu nesse último ano”, completou.

“Governo que ameaça”- (Atualizada às 10h40)

O presidente do Sisma, Oscarlino Alves, teceu críticas ao governador Pedro Taques (PSDB) que, segundo ele, usa de “ameaças” para evitar a adesão do funcionalismo público ao movimento grevista.

“Processo de greve é um processo de construção. Já temos a adesão de milhares de servidores. Só que o trabalhador está em um momento delicado com esse Governo, pois esse é um Governo que ameaça. É um Governo que fala que vai entrar na Justiça para tornar nossa greve ilegal, antecipando sentença, é um Governo que fala que vai atrasar salários, que vai demitir servidores”, disse Oscarlino, durante a manifestação.

O sindicalista afirmou que as manifestações realizadas nos últimos dias 10 e 17 reuniram cerca de 20 mil profissionais e poderiam ter tido maior adesão, não fosse o posicionamento do Governo.

“Dentro dos gabinetes, onde não pode gravar, o governador diz que podemos entrar em greve, pois ele vai entrar na Justiça. Aqui fora, ele fala para não entrar em greve e ameaça com várias situações. O trabalhador tem medo. Se ele respeitasse o nosso direito de greve, hoje teríamos mais de 50 mil servidores nas ruas”, afirmou.

Sindicalista cita “intransigência” – (Atualizada às 10h55)

Oscarlino Alves disse ainda que o Governo nunca se propôs a negociar com as categorias.

“Só o governador tem o poder de interromper essa situação vexatória para o Governo, de pouca habilidade política. O governador tem que apresentar uma proposta, deixar de lado a intransigência, sentar com o trabalhador e negociar. Nunca houve negociação e nunca houve apresentação de números reais da economia”.

“Estamos interrompendo os serviços, mantendo a essencialidade, os 30% definidos por lei. Alguns sindicatos ainda estão realizando suas assembleias e afunilando para um movimento definitivo de greve que vai acontecer a partir do dia 31, que é o último dia útil que o governador tem para depositar os nossos salários com a RGA”, completou.

Educação e Investigadores reiteram greve – (Atualizada às 11h10)

Durante o ato, os sindicatos que representam os profissionais da Educação (Sintep-MT) e dos investigadores da Polícia Civil (Siagespoc) reiteraram que ambas as categorias já deliberaram pelo início do movimento grevista a partir do próximo dia 31.

“Deflagramos greve por prazo indeterminado no Estado até que o Governo se manifeste sobre três pontos. Existe esse ponto fundamental e que une todas as categorias, que é a RGA. Além disso, o Governo precisa se manifestar sobre o calendário para a realização do concurso público para a Educação e estancar de uma vez por todas essa tentativa de terceirização dos serviços públicos, por meio das parcerias público-privadas”, disse o presidente do Sintep, Henrique Lopes.

 

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